Tudo bem, vida, te vejo em outro amor.
Ao meu amor maior do mundo.

     De que adianta planejar um futuro se nele já não existe mais você comigo?

     De que adianta poder ouvir música se a melodia mais linda da tua voz ainda preguiçosa pela manhã já não posso escutar?

     De que adianta marcar-me na mão esquerda se já não segurarei a tua mão para que tua marca fique junto à minha?

     Oh, meu amor, dizes: “Chega de melosidades!”, quando o que mais queres é ouvir as palavras mais doces que dos meus lábios podem ser pronunciadas na direção do teu ouvido, é ouvir a minha voz rouca e cansada dizendo o quanto eu te amo e o quanto eu tenho sorte em ter a ti como minha metade. É ouvir da minha boca as frases de amor mais clichês e piegas, mas que traduzem quase que plenamente o que meu coração sempre teve a dizer-te.

     De que adianta negar-me de tal forma, quando o que mais queres é o meu abraço do tamanho do meu amor que só existe pra ti?

     Já não quero uma casa no campo, com uma lareira na sala, um tapete bem grande, nem um cachorro no quintal e uma cama aconchegante. Não quero uma cozinha bonita e arejada com uma mesa só pra nós – porque não existirá o “nós” - e um chocolate quente numa noite chuvosa.

     Não estarás nessa casa comigo para que se torne um lar, não estarás em frente à lareira comigo para que eu possa me esquentar, não terei em quem fazer cócegas no tapete e nem com quem em cima dele rolar. O cachorro, apenas um cachorro, a minha tristeza a contemplar. A cama, eternamente aguardando, com um travesseiro sobrando e o teu calor em outro lugar. A cozinha bonita, arejada, porém vazia e cheia de ar. O chocolate, uma vez quente, frio já de tanto esperar. A casa, somente uma casa, nunca tornar-se-ia um lar.

     Portanto, meu amor, quando digo: “Não me deixe, eu suplico!”, quando peço para que, mesmo cansada, continue a lutar, é porque já não posso mais desistir da única certeza que eu já tive, do nosso amor maior do mundo, maior que o mundo. Pois se sabemos que o nosso sentimento vai além da vida, da morte, de tudo, de que adianta negar, adiar?

     Dizes: “Um dia tudo isso vai passar.”, mas tenho medo das marcas que um amor não vivido pode deixar (isso que não tenho medo de muitas coisas).

     Meu amor, e as palavras que eu já disse, por favor, tenha a bondade de as ignorar, perdoa o meu jeito falido de tentar te superar, e no fundo, bem no fundo, teus pais de mim podem vir a gostar. Por favor, meu amor, saibamos amar.

Deveria existir um oitavo pecado mortal: Não abandonais aqueles que vos ama.

— Sidney Sheldon 

‘Mais amor ao falar. Mais paciência ao ouvir. Mais cautela ao lidar. Mais roupa bonita no closet. Mais amigos de verdade. Mais sorrisos de verdade. Mais amores de verdade. Mais verdade. E só’.

Clarissa Corrêa 

Algumas pessoas não devem ser escritas, compreendidas, amadas… Mesmo assim a gente escreve, compreende e ama muito.

Diego Nunes 

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